Maçonaria é religião? É sociedade secreta? Mitos e verdades

A maçonaria não é uma religião e não é uma sociedade secreta no sentido literal. É uma instituição fraternal e filosófica, com sedes, endereços e publicações abertas, que mantém reservados alguns aspectos de seus rituais. Como o tema desperta muita curiosidade, circulam também muitas histórias sem base. Veja abaixo os principais mitos e o que se sabe de fato.

Mito 1: “A maçonaria é uma religião”

O que é fato: a maçonaria não tem dogmas, doutrina de salvação, sacerdotes ou cultos. Seus rituais usam símbolos e referências morais, mas as sessões não são cerimônias religiosas. Pessoas de várias religiões convivem nas lojas, e cada uma pratica a sua fé fora delas.

Algumas obediências pedem a crença em um princípio criador, e outras, como é comum na maçonaria liberal, deixam a decisão para a consciência de cada um. A regra é definida por cada obediência.

Mito 2: “É uma sociedade secreta”

O que é fato: a maçonaria é uma sociedade discreta. Seus endereços, seus dirigentes e suas finalidades são públicos, e há sites, livros, palestras e eventos abertos. O que se reserva são as partes cerimoniais de cada grau, para preservar a experiência de quem passa por elas. Cada pessoa também decide se prefere ou não declarar que é maçom.

Mito 3: “Os maçons controlam o governo e a economia”

O que é fato: a maçonaria não é partido político e não discute política partidária em sessão. Ao longo da história, houve maçons em todos os campos, e alguns tiveram papel público importante, mas a instituição como tal não conduz governos nem mercados. Essa ideia vem de teorias da conspiração que simplificam acontecimentos complexos.

Mito 4: “Maçom ajuda maçom em qualquer situação”

O que é fato: a fraternidade inclui o apoio mútuo, sobretudo em momentos de dificuldade, e a solidariedade é um valor da instituição. Mas a maçonaria exige conduta ética e proíbe o uso da condição de membro para obter vantagens indevidas. Favorecimento pessoal contraria os princípios que os membros assumem.

Mito 5: “Só rico ou poderoso entra”

O que é fato: as lojas reúnem pessoas de várias profissões e situações econômicas. Há contribuições para a manutenção da sede e das atividades, mas o critério de admissão é o caráter e a afinidade com os valores da instituição. Na GLUB, são recebidos homens e mulheres maiores de 18 anos, de todas as origens.

Mito 6: “Mulheres não entram”

O que é fato: depende da obediência. Existem lojas masculinas, femininas e mistas. A maçonaria mista, que reúne homens e mulheres, existe desde o final do século XIX. Leia mais em Mulheres na Maçonaria.

Mito 7: “A maçonaria cultua o diabo ou pratica magia”

O que é fato: não há culto a entidades nem práticas de magia. O que existe é o uso de símbolos, de lendas e de alegorias para ensinar valores. Essas acusações apareceram em campanhas contra a maçonaria no século XIX e foram desmentidas por pesquisadores. Os rituais têm cunho moral e filosófico.

Mito 8: “A maçonaria é perigosa ou age na clandestinidade”

O que é fato: as obediências são entidades legalmente constituídas, com estatutos, sedes e atividades registradas. Os maçons seguem as leis do país onde vivem, e esse é um dos deveres que assumem.

O que a maçonaria é, afinal?

Uma escola de moral ilustrada por símbolos, em que os membros estudam, debatem, convivem e praticam a solidariedade. Seus quatro valores, na GLUB, são integridade, fraternidade, respeito e serviço.

Perguntas frequentes

Posso ser maçom e ter uma religião?

Pode. A maçonaria convive com várias religiões e respeita a liberdade de consciência.

Os maçons se reconhecem por sinais secretos?

Existem formas tradicionais de reconhecimento entre membros, ligadas aos rituais. Fazem parte da parte reservada da instituição.

Posso falar publicamente que sou maçom?

Em geral, sim. A decisão é pessoal. O que se pede é o respeito à reserva dos rituais e à privacidade dos demais.

Por onde começo para entender melhor?

Leia a seção A Maçonaria do nosso site.

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