Mulheres na Maçonaria

Uma história de liberdade, igualdade e fraternidade que também pertence às mulheres.

Desde o século XVIII, a Maçonaria esteve associada à defesa de ideais como a liberdade, a tolerância e o progresso da humanidade, e muitos de seus membros tiveram papel relevante em conquistas civis e políticas. Mas a história da Ordem também inclui a presença das mulheres, e conhecê-la faz parte de compreender a Maçonaria por inteiro.

Maria Deraismes, primeira mulher maçom

Um afastamento e um marco histórico

Há relatos de mulheres em atividades ligadas às Lojas em períodos anteriores à organização da Maçonaria moderna. Com a consolidação das Grandes Lojas, porém, os costumes excludentes da época acabaram por afastá-las dos trabalhos maçônicos.

Essa situação começou a mudar em 14 de janeiro de 1882, quando Maria Deraismes, jornalista e ativista pelos direitos das mulheres e das crianças, foi iniciada na Loja Les Libres Penseurs, na França. Em 4 de abril de 1893, ao lado de Georges Martin, ela fundou a primeira obediência mista do mundo, a Grande Loja Simbólica Escocesa “Le Droit Humain”, que defendia a igualdade entre homens e mulheres no caminho iniciático.

A expansão da Maçonaria mista e feminina

A partir daí, a Maçonaria mista e a Maçonaria feminina se espalharam pela Europa e por outros continentes. Isso aconteceu numa época em que as mulheres ainda lutavam por direitos básicos, como trabalhar, votar e participar da vida pública em condições de igualdade.

Hoje, existem obediências femininas e mistas em diversos países, inclusive no Brasil, cada uma com sua história, seus rituais e sua organização.

As mulheres na GLUB

A GLUB acolhe mulheres em Lojas mistas, reconhecendo a igualdade entre homens e mulheres no caminho do aperfeiçoamento moral e intelectual.

Um legado que continua

Independentemente da forma como cada obediência se organiza, o desafio é o mesmo: formar pessoas melhores para construir uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna. Esse compromisso, compartilhado por Maçons e Maçonas em todo o mundo, permanece atual e necessário.

Agnes Angélica de Carvalho,
Soberana Grande Comendadora